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Martha Medeiros disse num de seus irretocáveis escritos que “.. a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.” Por muito tempo não concordei com essa afirmativa, mas hoje preciso te dizer Martha… que mais uma vez, na minha humilde opinião você acertou. Existem pessoas que chegam num ambiente e levantam o astral, certo? Aquele tipo de gente que escolhe as lentes adequadas para se levar a vida, pois ela já entendeu que tudo é uma questão de referenciais. Já deu o que tinha que dar! Agora é bola pra frente e escrever uma nova história. Quer dizer que o amor não deu certo? Deu sim! Deu muito certo enquanto durou!

Todo “final” é desgastante, até mesmo pela necessidade do ser humano de buscar estabilidade e adaptação. Sim eu te explico: um relacionamento que durou cinco anos chegou ao fim: eles não se entendem mais! Até se gostam, se respeitam… mas já não falam a mesma língua. Amor é algo complicado, pois ele sempre carrega um estigma bandido de deixar “um sofredor” na história. Fazer malas, separar porta retratos, fotografias…. tem gente que separa até amigos!

O tempo passa e o lado “sofrido” ainda continua apegado às lembranças do outro que se foi. Ela se recusa a levantar os olhos e a vislumbrar o horizonte, e sentir o cheiro da primavera que se aproxima. Muitas vezes estamos tão focados naquilo que supostamente perdemos, na porta que nos foi fechada, que não enxergamos as novas oportunidades que estão surgindo pela frente. Sabe aquela pessoa que vive dirigindo olhando pelo retrovisor? Ela vive tão preocupada com o que ocorre nos bastidores, que no final das contas ela não consegue contemplar o caminho pela frente. Lembranças fazem parte da vida, mas o tropeço ocorre quando você começa a viver delas e se recusa a avançar. Toda lembrança que nos paralisa é uma emoção doente e precisa ser tratada. Lembranças doentes nos trazem sofrimentos e nos prendem a relacionamentos que muitas vezes acreditamos estar vinculados por amor.

Engana-se quem pensa que apenas “amor” une pessoas: rancor, raiva, amizade… inúmero são os sentimentos que nos unem uns aos outros, e muitas vezes por desconhecermos aquilo que nos faz irromper em lágrimas: decodificamos o coitado do “amor” como o companheiro universal dos sofredores dos relacionamentos desfeitos. Sabe daquele papo de você estar com sede e entender que seu corpo precisa de comida? Quem “fica” muitas vezes sofre por raiva, por orgulho… pela tristeza de ter sido, talvez… trocada por outra pessoa. E o sofrimento reside no motivo do final do relacionamento e não na ausência, na falta do parceiro em si! Precisamos mergulhar nos recônditos das nossas almas e nos confrontarmos. Sim, deu certo! Deu certo enquanto durou! Os motivos que levaram ao término são suficientes para gerarem dor. Quanto tempo? O suficiente para cicatrizar, mas não o suficiente para te parar no tempo… e te impedir de continuar, de ir além. Tudo que te barra não é amor: é prisão. Ansiamos pela liberdade, pois sem ela perdemos também a dignidade.

E que tal você se desfazer desse relacionamento que se foi… mas que por algum motivo você se mantém amarrada (o) a ele? É hora de seguir em frente! É hora de fazer a travessia! Perdoe, esqueça, devolva, ame! Você sabe… venha para o outro lado da margem! Contemple a primavera! É tempo de recomeçar!

Um beijo,

Isa

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