O assunto dieta está sempre em alta! Parece que nós, mulheres, estamos sempre começando uma dieta nova. Todas nós precisamos perder dois quilos, pelo menos, não é verdade? Ficamos imaginando como seria se conseguíssemos ser magrinhas e lindas como as mulheres da televisão. Como seríamos mais felizes se estivéssemos magras e como é difícil isso! Emagrecer se torna o objetivo de vida, a meta que, diante das magras faz-me sentir derrotada, fracassada. Vemos uma colega magra e imaginamos o quanto ela é forte, disciplinada e capaz. Nessa comparação, nos sentimos fracas e incompetentes. A autoestima fica péssima, enquanto pensamos o dia inteiro mal de nós mesmas, ficamos imaginando qual a fórmula mágica de algumas pessoas que são magras?

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Estamos vivendo numa sociedade em que temos muita oferta de tudo. Acesso a alimentos altamente calóricos ali na esquina. Supermercados com muita variedade, fora as padarias, cafés, confeitarias e etc. Tá tudo ali, é só ir atrás. O tempo todo somos bombardeadas de informações que nos fazem pensar que a melhor coisa que tem no mundo é um sorvete, um chocolate, uma lasanha e um sanduíche. E por outro lado, essa mesma sociedade exalta a magreza. Até queremos muito emagrecer, mas com tantas dificuldades ao longo do dia, pensamos: “eu mereço comer o que eu quiser!” Então, como o que quero e me sinto culpada, fraca. Você já pensou como seria se respeitasse limites quanto ao que come? E se a vontade viesse e você aguentasse? Existe aquela história de que muita gente abusa da comida, em busca de um prazer que perdeu na vida… mas, podemos reorganizar nossas vidas e verificar onde mais podemos encontrar prazer.

A boa notícia é que não existe fórmula mágica dos magros. Qualquer uma pode ser mais magra, inclusive você! Podemos observar a nós mesmas, a quantidade do que comemos, a qualidade do que comemos e, ao invés de planejar uma dieta nova, aquela tão restritiva que precisamos nos despedir todo dia dela (já que ficaremos sem comer todas as coisas boas por muitos dias) simplesmente reduzir as quantidades do que comemos. Já pensou nisso? Quem está magro não está fazendo nada de extraordinário, está apenas comendo a quantidade suficiente para manter seu organismo, sem atender a todas as suas vontades. A pessoa magra não é mais forte, elas apenas orientam suas escolhas por outros critérios, diferente da simples “vontade”. E se ao invés de matar a sua vontade, você passar muita vontade (vontade não mata!) então… podemos aguentar! Pense: só curtimos o sabor dos alimentos na boca. E rapidamente, quando o engolimos, já acaba o prazer e muitas vezes começa aí a culpa! Podemos nos desafiar a aguentar nossas vontades, comer menos e conseguir o que queremos. É uma questão de fazer escolhas conscientes, de mudar o que fazemos,  e o extraordinário é o fato que as soluções costumam sempre ser mais simples do que tudo o que já tentamos.

Então, esses dias ri muito porque vi no Facebook uma piadinha que falava assim: “O que queremos? Emagrecer! Quando queremos? Logo após comer brigadeiro!”; e essa é uma verdade. Culpar-se não emagrece. Que tal produzir uma mudança? A mudança pode começar hoje: esqueça essa história de começar na segunda-feira! Comece devagar: coloque um pouco menos de comida no prato, e coma um pouco menos do que você come. Não precisa anunciar. Não precisa fazer nada de diferente, só comer menos. Pense assim: a comida vai continuar disponível, você não precisa comer tudo hoje. Então, vamos pensar sobre isso, sobre passar um pouco de vontade, não atender totalmente as nossas vontades. Porque vontade não nos obrigada a nada, nós é que comemos! Vontade é só vontade que não precisamos necessariamente atender!

Giovana Zappalá é psicológa pelo UniCEUB (Centro Universitário de Brasília). Mestre em Psicologia pela UCB (Universidade Católica de Brasília). Tem formação clínica em Análise do Comportamento pelo Inspac (Instituto São Paulo de Análise do Comportamento). Atua como psicoterapeuta além de outras atividades na área organizacional.

Kleuton Izidio é psicólogo pelo UniCEUB (Centro Universitário de Brasília); Mestre em Psicologia pela UnB (Universidade de Brasília); especialista em Análise do comportamento pelo Inspac (Instituto São Paulo de Análise do Comportamento). Atua como psicoterapeuta, coach e consultor organizacional. 

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