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Eu já disse muitas coisas que não deveria ter dito! Perdi noites de sono chorando e sofrendo por pessoas e situações que julguei serem valiosas na minha vida. Os dias se arrastavam com um peso absurdo e eu vivia cada momento como uma pessoa que apenas aperta uma tecla de um piano ininterruptamente: pam, pam, pam…. Coisa difícil era jogar fora o que não prestava! Enquanto isso eu ia perdendo momentos valiosos de poder desfrutar da companhia das minhas amigas, dos meus familiares, de pessoas agradáveis, de ir ao cinema… de viver simplesmente. Percebi que dei valor demais ao que não tinha valor!

Outras vezes eu agi de uma forma desconexa, e talvez inconscientemente “descontando” no mundo as minhas mágoas e rancores: talvez ninguém merecesse minha confiança! Então eu passava épocas vivendo no meu mundinho, defendendo-me de possíveis relacionamentos: amizades, convivências… eu simplesmente me fechava porque era mais fácil assim. Conviver com as pessoas era doloroso pra mim, custava-me caro, pois a desilusão me assombrava.

Esse ciclo perdurou em minha vida até o dia em que eu me amei de verdade! Eu não sei ao certo o momento exato em que essa paixão aconteceu, mas tenho flashes incríveis que trago na minha memória: a primeira vez em que fui ao cinema sozinha para curtir o filme “Dança Comigo?” (eu ainda acho que a flor que Richard Gere trazia era para mim!…). O prazer de curtir um cappuccino na minha companhia folheando um livro lindo numa cafeteria descolada! Passar uma tarde cuidando de mim mesma, hidratando meus cabelos, minha pele, fazendo minhas unhas… Hidratar meu corpo após o banho com tranquilidade, mas fazendo isso por amor a mim mesma, e não pelo fato de que se eu não o fizer minha pele vai ficar seca e feia. Massagear meus pés toda noite antes de dormir, alimentar-me corretamente, cuidar da minha pele…

Quando eu comecei a me amar… percebi que a necessidade de cuidar de mim mesma, de me proteger, de zelar pelo meu bem estar começou a se tornar um fator primordial (quem ama cuida, não é verdade?). Então as minhas escolhas se tornaram outras: não era qualquer companhia que iria me arrancar de casa! Não era qualquer ambiente que faria bem à minha alma! Meu padrão de sentir, de ver o mundo mudou! E como num passe de mágica tudo o que eu supervalorizava e pelo qual eu havia chorado começou a me causar repulsa: simplesmente pelo fato de que me fez sofrer!

Quando aprendemos a amar e sermos amadas não aceitamos qualquer coisa no caminho! E isso vale para todas as áreas de nossas vidas! Esse lance de você gostar de quem não gosta de você… de você querer ser amiga de quem não está nem aí pra você… não vale a pena! É o que eu chamo de “a batalha errada”! Sentimento bom é aquele que é recíproco, que te faz bem, que levanta sua auto estima e que desperta o que há de melhor em você! Muitas vezes desejei provar a alguém que valia a pena ficar comigo, que valia a pena me amar, que valia a pena ser minha amiga: quanta bobagem! Quanto mais eu lutei por isso, mais eu perdi, mais me escapava por entre os dedos, maior era a frustração. E é tão interessante esse tipo de relacionamento que, quando você desiste dele e muda a rota, inexplicavelmente a pessoa vem atrás de você né? Duas pessoas doentes se alimentando das misérias emocionais alheias! A cura, a libertação é o amor! Quando você se ama de verdade você se protege, se cuida… e não permite que nada e nem ninguém venha te oferecer menos do que você realmente merece! Manda o mané brincar no play de outra pessoa!

Hoje eu prefiro a mim mesma a viver situações que depreciem o meu bem estar, a minha saúde, o meu equilíbrio emocional… Por isso o bom e velho ditado popular: “Antes só do que mal acompanhada!”. Pense nisso!

70 COMENTÁRIOS

  1. Obrigado, venho de encontro com o meu momento atual,estou descobrindo aos poucos a me amar, me valorizar pelo que sou, não mais me importar com o que os outros querem que eu seja,hoje escolho minhas companhias, meus ambientes,hoje eu escolho ser feliz do jeito que sou, gordinha,baixinha…não preciso mudar pra agradar ninguém que não seja eu mesma!

  2. Texto maravilhoso Isa. Estou na fase em que mais preciso destas palavras. A dor geralmente não nos deixa ver,sentir e viver o que realmente é essencial para nossa vida. Muito obrigada por suas sábias palavras! Bjo

    • Oi Silvia!

      Siga adiante querida, trazendo a memória aquilo que te dá esperança! Você vai ver que terá muito mais para valorizar e sonhar do que para sofrer… chorar! Questão de lentes, referenciais! Um beijo! Obrigada por ler o blog1

  3. Todos os teus posts são excelentes, já comentei aqui inclusive mas este nunca foi tão oportuno, caiu como uma luva! estou exatamente passando por isso, e hj foi o dia de romper, essa noite rompi com essa história de ‘amiguinha” ou coisa do tipo, e realmente lutei demais pra pessoa perceber que eu valia a pena, e hj vejo que o caminho é inverso, eu tenho que lutar por mim, viver por mim, e Deus assim fará as demais coisas, beijos Isa! obrigada por este texto!

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