Instagram: @derepentetrintei

Eu já disse muitas coisas que não deveria ter dito! Perdi noites de sono chorando e sofrendo por pessoas e situações que julguei serem valiosas na minha vida. Os dias se arrastavam com um peso absurdo e eu vivia cada momento como uma pessoa que apenas aperta uma tecla de um piano ininterruptamente: pam, pam, pam…. Coisa difícil era jogar fora o que não prestava! Enquanto isso eu ia perdendo momentos valiosos de poder desfrutar da companhia das minhas amigas, dos meus familiares, de pessoas agradáveis, de ir ao cinema… de viver simplesmente. Percebi que dei valor demais ao que não tinha valor!

Outras vezes eu agi de uma forma desconexa, e talvez inconscientemente “descontando” no mundo as minhas mágoas e rancores: talvez ninguém merecesse minha confiança! Então eu passava épocas vivendo no meu mundinho, defendendo-me de possíveis relacionamentos: amizades, convivências… eu simplesmente me fechava porque era mais fácil assim. Conviver com as pessoas era doloroso pra mim, custava-me caro, pois a desilusão me assombrava.

Esse ciclo perdurou em minha vida até o dia em que eu me amei de verdade! Eu não sei ao certo o momento exato em que essa paixão aconteceu, mas tenho flashes incríveis que trago na minha memória: a primeira vez em que fui ao cinema sozinha para curtir o filme “Dança Comigo?” (eu ainda acho que a flor que Richard Gere trazia era para mim!…). O prazer de curtir um cappuccino na minha companhia folheando um livro lindo numa cafeteria descolada! Passar uma tarde cuidando de mim mesma, hidratando meus cabelos, minha pele, fazendo minhas unhas… Hidratar meu corpo após o banho com tranquilidade, mas fazendo isso por amor a mim mesma, e não pelo fato de que se eu não o fizer minha pele vai ficar seca e feia. Massagear meus pés toda noite antes de dormir, alimentar-me corretamente, cuidar da minha pele…

Quando eu comecei a me amar… percebi que a necessidade de cuidar de mim mesma, de me proteger, de zelar pelo meu bem estar começou a se tornar um fator primordial (quem ama cuida, não é verdade?). Então as minhas escolhas se tornaram outras: não era qualquer companhia que iria me arrancar de casa! Não era qualquer ambiente que faria bem à minha alma! Meu padrão de sentir, de ver o mundo mudou! E como num passe de mágica tudo o que eu supervalorizava e pelo qual eu havia chorado começou a me causar repulsa: simplesmente pelo fato de que me fez sofrer!

Quando aprendemos a amar e sermos amadas não aceitamos qualquer coisa no caminho! E isso vale para todas as áreas de nossas vidas! Esse lance de você gostar de quem não gosta de você… de você querer ser amiga de quem não está nem aí pra você… não vale a pena! É o que eu chamo de “a batalha errada”! Sentimento bom é aquele que é recíproco, que te faz bem, que levanta sua auto estima e que desperta o que há de melhor em você! Muitas vezes desejei provar a alguém que valia a pena ficar comigo, que valia a pena me amar, que valia a pena ser minha amiga: quanta bobagem! Quanto mais eu lutei por isso, mais eu perdi, mais me escapava por entre os dedos, maior era a frustração. E é tão interessante esse tipo de relacionamento que, quando você desiste dele e muda a rota, inexplicavelmente a pessoa vem atrás de você né? Duas pessoas doentes se alimentando das misérias emocionais alheias! A cura, a libertação é o amor! Quando você se ama de verdade você se protege, se cuida… e não permite que nada e nem ninguém venha te oferecer menos do que você realmente merece! Manda o mané brincar no play de outra pessoa!

Hoje eu prefiro a mim mesma a viver situações que depreciem o meu bem estar, a minha saúde, o meu equilíbrio emocional… Por isso o bom e velho ditado popular: “Antes só do que mal acompanhada!”. Pense nisso!

70 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns pelo texto. É realmente muito verdadeiro. Eu estou garimpando o amor próprio, e o post traduz como me sinto hoje. Parabéns mais uma vez.

  2. Isabelle, adoro ler seus posts e artigos. Incrivelmente estou passando por uma situação dessa. De ter perdido todos os meus valores, por uma unica pessoa, da qual, quando notei não valia a pena. Tive que me reinventa, recomeçar e me amar, pois amei tanto a pessoa que me anulei. Hoje estou bem, quando leio um texto como esse acima, mais forças eu tenho para me amar e cuidar de mim. Continue escrevendo e nos ensinando com suas experiências. Adorei. Um grande abraço..

  3. Boa tarde Isa ! Compartilhei no meu face, bem assim, estou passando por essa experiência depois de muitos anos de casados. Muita interferência da família dele desde sempre, pois eu sempre bati de frente e não admitia essa invasão, mas ele foi o responsável pois permitia. Casamento é feito a dois e não a um, então foram muitas brigas e a falta de respeito e confiança minaram a relação.A família dele deu apoio claro motivo para comemoração, então fui sózinha p/ o fundo do poço em queda livre, foi quando comecei a procurar ajuda pois o sofrimento era absurdo, envelheci,emagreci e também fiquei como vc. relatou no seu post.Ninguém estava nem aí para minha dor afinal ela era minha.
    Um dia descobri que as pessoas são reflexos do que fazemos conosco. O dia que aprendermos a não fazer mais essas coisas com nós próprias tudo cessa, ninguém mais faz. Na situação emocional que me encontrava não tinha outra escolha ou aprende ou fica no fundo do poço.Comecei a colocar em prática depois repetia tudo de novo, não é fácil a lição de casa, ainda estou aprendendo e terei a vida inteira para exercitar ORAI E VIGIAI.
    Bem assim começar a usar o meu sentir, meus sensos escutar mais minha alma e menos a cabeça, pois a mente, mente.

    Em 15 dias ficando no meu eixo, no meu ser querendo muito eu mesma recebo uma ligação do interior e com uma voz insegura diz vc. tá bem ? è eu só liguei p/ saber como vc. está e perguntou de todos em casa, inclusive da cachorrinha e do passarinho, no decorrer dos dias foi procurando mais aproximação e disse que se ainda existe amor poderámos recomeçar e fazer tudo diferente.Quando eu vi a foto que em enviou pela net quase tive um trêco. Velho, acabado,cheio de rugas que nunca teve,magro e dizendo saudades da minha casa ( aprendi também que mulher não precisa de lar, quem precisa de lar é homem ) mulher sente falta dos filhos, de vc., das nossas coisas, da nossa vida.

    Fiz tudo isso que vc. postou uma vida inteira e não deu resultado em duas semanas cuidando de mim e desistindo de lutar achei que era o fim de tudo mesmo, passei a gostar mais de mim, não é fácil pois estamos habituadas no piloto automático a repetir sempre a mesma atitude, no meu caso não foi uma relação extra conjugal, foi uma interferência absurda da família dele que sempre teve uma influência muito forte sobre ele, principalmente a irmã, pois meus sogros são falecidos.

    Mas mesmo que fosse outra mulher eu hoje com a cabeça que tenho também não me importaria, aprendi a ver o que é melhor para mim e me desprender desses valores que a sociedade nos impõe. Sair da ilusão e ser de primeira não mais uma pessoa de segunda.

    Também observar que o termostado para identificar o que estamos fazendo conosco tanto de bom qto de ruim é sempre o outro. Pois nós é que somos responsáveis pelo que atraímos na nossa vida.

    Afinal vc. está onde se põe. Estou vivendo um momento assim por isso achei propício deixar meu depoimento. Tenho 52 anos de idade ele também e somos avós e nossos filhos são adultos formados e independentes. Somos brasileiros, paulistanos, não há descendência de raça para afirmar esse povo é assim. Quando tem que ser é.

  4. Amei o texto,ás vezes ficamos tão cegas em querer que os outros nos aceitem,de tal forma que esquecemos e perdemos nossa essência o melhor e mais profundo que existe dentro de cada um de nós seres humanos,sem querer deixamos de ser o que realmente somos para sermos o que os outros gostariam que a gente fosse!!!E infelizmente é nesse momento que sofremos decepções,a gente ocupa tanto nosso tempo em tentar agradar a todos e esses “TODOS”nem se quer tira um tempo para tentar nos agradar e/ou nos motivar quando mais precisamos.
    Ficamos o tempo agradando,chamando atenção dizendo “Oi’estou aqui eu existo,,,como nada nesse mundo é para sempre a um momento determinado para todas as coisas onde vc já cansada de tanto pelejar depois de termos sofrido bastante e chegado o momento de colocar um ponto final no lugar onde a ferida está doendo,é quando vc se liberta e começa a se amar se enchergar a se valorizar se cuidar se curtiré quando atingimos o ápice do quanto se amar em primeiro lugar é bom!!!
    Amei o texto e me identifiquei muito…
    Obrigada pelas belas palavras!!!

  5. Eu simplesmente amei! Se vc continuar assim, poderá escrever seu próprio livro. Sempre acompanho suas pastagens e me identifico muito com o que vc escreve, mas esse em especial me tocou de maneira diferente pq estou nessa fase de me amar. Nada de desperdiçar o que há de melhor em mim com alguém que não merece. Um bjo enorme

  6. Falou tudo…li e reli. Adoro suas postagens. São pensamentos que devemos adotar para que cada vez mais aquilo que não acrescenta se distancie de todos os aspectos de nossas vidas já que a preservação da individualidade é fundamental para o êxito

  7. Pois é Isabelle como é a vida né!
    Digo que estou vivendo a crise dos 30 anos. Sem trabalhar, lutando contra a depressão que me acompanha há alguns anos, tendo como profissão a Enfermagem mas com pouquíssima experiência, e levando jeito pra um monte de outras coisas.
    Aí agente se redescobre, encontra um texto como o seu e diz: poxa eu me sinto assim também e não sou a única. A idade que tenho pouco importa, o que importa é o que eu vou fazer diferente pra não lamentar os próximos anos futuramente!
    Obrigada pelas palavras!

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here