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Estou diante de um dilema que acredito que muitas de vocês possam estar vivendo nesse momento: como conciliar a vida de mãe, esposa, profissional e mulher de forma equilibrada e harmoniosa?

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A trajetória feminina tem percorrido um longo caminho de conquistas e novos horizontes num período muito curto da história. A Amélia queimou sutiãs em praça pública e hoje se encontra diante de um grande dilema: como assumir seu papel profissional e não se tornar uma nazista feminista? Como eu posso exercer minhas funções, algumas delas cansativas e extenuantes, e não me tornar uma mulher áspera e amarga?

Se olharmos para o passado, veremos o movimento feminista, tão importante para a “mulher” em todos os sentidos, contrapondo-se à repressão machista e todas as formas de discriminação da mulher, perceberemos que alçamos o direito de escolhermos aquilo que nos convém. Essa é a beleza do NOVO FEMINISMO: se eu quiser ficar em casa e cozinhar, e cuidar da minha filha, e lavar, e passar… porque isso me faz feliz: parabéns pra mim! Isso é fruto da minha escolha e não imposição de uma sociedade totalitária! Além disso, de casa mesmo posso escrever para mulheres lindas e independentes como você, e postar looks fantásticos para “business woman”, ainda que naquele momento eu esteja vestindo meu pijama favorito!

Se além de tudo isso, eu quiser executar aquelas tarefas pela manhã e, na parte da tarde encarar o papel de uma executiva e trabalhar com um grupo de engenheiros: isso não me faz feminista! Isso é apenas resultado das minhas escolhas! A verdade é que a mulher nasceu, na minha opinião, para desempenhar vários papéis! Ela precisa transitar por uma linha tênue que vai da doçura de lidar com os filhos, passando pela firmeza (encarada por alguns como aspereza ou, até mesmo, nazismo) de tomar decisões dentro de seu trabalho e, ainda por cima, tendo que estar bonita, com as unhas feitas, cabelos hidratados, com a academia em dia e… adivinhem o que mais? Gastando pouco?!! Não te contaram que a mulher que vive o NOVO FEMINISMO também faz mágica?

A beleza de tudo isso é o direito de escolha! Seja esquentando a barriga no fogão, esfriando no tanque, vestindo tailler de cima do mais alto scarpin, que você o faça por escolha e por vontade, e não por modismo ou para copiar alguém! Coisa mais sem graça é uma mulher sem personalidade, que vive para prestar contas para a sociedade… que faz as coisas na vida pelo receio “do que as pessoas vão pensar”! Isso é escravidão! Pois se no passado a mulher vivia sob rígidos limites masculinos e sua participação social era limitada simplesmente por ser mulher… hoje ela vive limitada pelo que a sociedade vai pensar, pelo que a amiga vai pensar… e acaba encarando um personagem que não é seu, simplesmente para mostrar a alguém algo que ela não é! Resultado? Frustração! Eis que vos digo balzacas: mulheres frustradas existem aos montes estão por aí, produzidas em série pela indústria do consumo, da moda, da beleza…

Gostaria de propor a você, mulher inteligente e que sabe o que realmente importa em sua vida: seja na liderança de uma grande empresa, seja fazendo seu arroz carreteiro… no papel mulherzinha ou no papel mulherão: que você o desempenhe por vontade própria e com alegria! Você pode criar e sustentar uma imagem por um certo tempo, mas no final irá se tornar uma pessoa frustrada! Chique mesmo é ser você, autêntica, natural, mas sustentando sua vida debaixo das escolhas que emanam do seu coração!

Um beijo, Isa

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11 COMENTÁRIOS

  1. Há uma depreciação das mulheres que optam por colocar a carreira depois da família e do lar na ordem de prioridades. Muitas sucumbem a pressão. E renunciam ou delegam o que realmente é importante. Carreira pode ser retomada o crescimento de um filho não. Perdeu-se a alegria do cuidar. Algumas mulheres não tem opção. Outras trabalham para ostentar e outras “pagam” pra trabalhar. Só colhemos o que plantamos. Nenhum sucesso compensa. O fracasso de uma família!

    — Helena Tannure

  2. Concordo com o texto Isa, porém o que encontramos ,e muito são mulheres que trabalham por obrigação. Senão trabalhar não come ou dá educação para os filhos. Cujo companheiro ganha pouco ou não há companheiro! Daí ,creio eu a solução para ser feliz nas tarefas é tentar, procurar , algo que goste para ganhar dinheiro. Já que trabalho é energia. É bem melhor despender energia no que nos alegra! Acho que é isso…

    • Oi Tati!

      Sim, também é uma abordagem necessária e a mais contundente na nossa sociedade… A minha intenção nesse texto foi falar de uma outra classe de mulheres, claro: sem desconsiderar a outra. É que para cada classe existe um tipo de abordagem e nesse texto não haveria cabimento falar de conflito de papéis, pois a pessoa que precisa trabalhar não tem escolha.

  3. Olha concordo com o final do seu texto. Qualquer um deve ser livre para escolher aquilo q faz feliz. Porém, não concordo com isso de novo feminismo e acho sua abordagem no tocante ao feminismo bem machista RS. Quando vc desqualifica uma luta de conquistas de direito, o mesmo direito q vc defende q devemos ter ( de escolha…) vc está sendo bem contraditória e ajudando a propagar inverdades e preconceitos sobre o movimento feminista. Não use mais esse termo nazi-feminista, isso de verdade não ajuda nenhuma mulher a conquistar o direito de pensar por ela mesma.

    • Concordo com você, Lia. Devemos ter cuidado ao associar termos como o nazismo (movimento totalitarista que visava a hegemonia racial ariana, ou seja, extermínio de outras etnias e impuros) com o movimento feminista, que inclusive conquistou o nosso direito de escolha. E quando se fala em direito de escolha devemos pensar de que lugar estamos falando, a qual classe social estamos nos referindo, pois como já foi escrito pela Tatiana, em um comentário anterior, existem camadas da sociedade que as mulheres simplesmente não têm escolha.
      No geral gostei bastante do texto, vale a reflexão de se descobrir e viver a própria vida de acordo com suas próprias regras e valores. Aproveitando pra desconstruir conceitos pré-estabelecidos, como a obrigatoriedade de estar sempre linda, com maquiagem e unhas feitas. Na verdade a felicidade está nas coisas mais simples da vida, que nada tem a ver com a aparência.

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