E chega um momento na vida que é inevitável começarmos a colocar na balança, mesmo que inconscientemente, nossas vitórias e nossas derrotas, se é que posso chamá-las assim. Mas o fato é que cada mulher tem um marco para começar a viver essa fase de auto-análise, o que no meu caso começou quandro cruzei a faixa dos 30 anos, atingindo o ápice quando me tornei mãe, aos 32 anos (ano de 2011). 
 
Confesso que num primeiro momento fiquei apavorada, já que me cobro muito, e não menos das pessoas que estão à minha volta. Foi uma longa jornada até sair do hospital com minha filha no colo, para saber que, à partir dali, apenas outra ainda maior estaria começando. 

Precisei estudar, fazer faculdade, passar no exame da OAB, arrumar um emprego, conhecer meu marido, namorar, noivar, casar, adaptar-me à vida de casada que, convenhamos, não é um mar de rosas pra ninguém (mesmo com todo amor, com toda dedicação, são duas pessoas completamente diferentes se adaptando debaixo do mesmo teto) e,  após 03 anos, fechar uma fase com o nascimento da Elisa (nosso grande tesouro).
 
As coisas não transcorreram bem à partir do 7º mês de gestação, quando minha pressão começou a subir. Num sábado à noite ela chegou a 16×10, ao que meu marido me levou apressadamente ao hospital. Com menos de 03 horas de internação a bolsa rompeu, e como já estava de madrugada, o médico me informou que o parto seria feito logo pela manhã. Entramos em pânico, pois Elisa ainda era muito pequenininha para encarar o mundo aqui fora! Mas sabíamos que Deus estava no controle de todas as coisas, então acalmamos nosso coração!
 
Elisa nasceu no dia 18 de dezembro de 2011 e ficou internada na U.T.I por 04 dias (apesar de não apresentar qualquer problema de saúde que justificasse sua permanência lá). Foi terrível para mim estar num quarto de hospital, receber visitas e não poder ter acesso a minha filha (apenas nos horários estabelecidos pelo hospital). 
 
Até hoje não entendi o motivo dos 04 dias de internação
Quando chegamos em casa com a Elisa, nosso bebezinho pequenino de apenas 2,4 kg meu mundo quase desabou! Será que eu conseguiria cuidar daquela bonequinha que cabia na palma da minha mão? Eu olhava para ela e não acreditava: minha filha! A ficha custou a cair! Acredito que as coisas ficaram muito piores pelo stress do parto prematuro, da U.T.I, da privação da companhia da minha filha num dos momentos cruciais do relacionamento mãe e filha. Mas as coisas foram caminhando e eu percebi que poderia ir além das minhas limitações!
 
Após 10 dias do nascimento de Elisa, entrei num quadro depressivo que, com o tempo, foi se agravando. O médico me prescreveu uma medicação leve, mas ela me impediu de amamentar Elisa (ela tomou apenas o colostro). Paralelamente, o excesso de peso me deixava apavorada, pois 26 kg estavam acumulados pelo meu corpo. Eu não esperava continuar usando as mesmas roupas de grávida por tanto tempo! Tive duas opções na minha vida naquele momento: me entregar à depressão e me tornar vítima das circunstâncias ou tomar as rédeas da minha vida e mudar a situação!

 Todos os acontecimentos anteriores foram alheios à minha vontade e eu tive que me conformar. Mas chega um momento na vida em que lhe é dada a oportunidade de escolha e é aí que você decide quem você quer realmente ser! Eu poderia continuar sendo vítima, mas optei por virar o jogo!

Além da dieta, fazia 01 horas diária de caminhada na esteira e consumia muita água.  O resultado foi impressionante. De 87 kg fui para 61 kg em apenas 03 meses. Durrante esse período não ingeri doces, evitei ao máximo carboidratos (mas não cortei totalmente pois não faz bem ao corpo, além de não se ter energia para caminhar e muito menos cuidar de um bebê).

Muitas pessoas não acreditaram que consegui emagrecer sozinha. Diziam que eu tinha feito lipo, macumba, sei lá o que mais. O que eu vejo é que existem dois tipos de pessoas: as que se conformam e as que não se conformam. E o problema não para por aí… pois além de não mudarem suas vidas, ainda gastam tempo falando mal da vida dos outros (no caso, da minha). 
Durante esse período eu estava lutando bravamente contra a depressão, e logo em seguida perdi minha amada vó Laura (minha segunda mãe). Foi um ano muito difícil para mim, um ano em que fui provada nos meus limites. Mas foi um ano de descobertas… foi durante o ano de 2012 que comecei a me dedicar ao De repente Trintei…  foi durante esse período de grandes perdas e sofrimentos que vi surgir em minha vida uma nova realidade e um novo talento que eu nem imaginava existir dentro de mim: o de interagir com mulheres de várias idades e, mais do que isso… amar profundamente muito tudo isso! Antes… eu imaginava que tinha nascido para fazer Direito com o objetivo de alcançar a magistratura. 
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 Na verdade não importa como as coisas começam… interessa é como elas vão terminar! Se a vida tem te levado por caminhos tortuosos e estranhos, não se engane! Faz parte do processo! Todas as coisas irão colaborar para forjar o seu caráter e te tornar uma mulher melhor! E quando você tiver oportunidade de escolha: escolha vencer! Ainda que isso exija renúncias, sacrifícios, perdas… pode ter certeza de que no final tudo terá valido a pena! Pois não há vitória sem batalha! Não há batalha sem derrota… e derrotas também fazem parte da trajetória! Mas o que importa, sempre, é como será o final da sua trajetória!

Obrigada por fazer parte da minha trajetória! Cada uma das mais de 550.000 mil seguidoras do De repente trintei fazem parte da minha conquista diária! Cada recadinho de encorajamento, de agradecimento, cada compartilhamento de algum post, significa muito para mim! É maravilhoso saber que, de alguma forma, num momento tão difícil da minha vida, pude produzir alguma pérola que atraiu o seu olhar! JUNTAS SOMOS MELHORES!

Com carinho,

Isabelle

Obs: Elisa está com 3 anos, depressão superada e muitos projetos em andamento, graças a Deus!

73 COMENTÁRIOS

  1. Isabelle, teu depoimento me comoveu muito, pois temos várias coisas em comum. Casei depois de ter passado na OAB, fiquei 5 anos sem filhos e esperei ser convocada no concurso para realizar meu sonho de ser mãe. Meu filho nasceu lindo e perfeito, mas tive um começo de DPP, que eu não compreendia, muito menos as pessoas a minha volta. Muita gente não conhece o assunto e acha que a DPP faz a mãe querer agredir o filho, o que é não é verdade, isso é psicose pós-parto. Graças a Deus nunca senti isso, e sim, muita fraqueza e insegurança. Hoje estou muito melhor e feliz com meu filho, penso até em ter outro…Quero emagrecer uns quilinhos e vou me inspirar na sua história. Beijos.

    • Olá Rê,

      É interessante que, quando abrimos o coração, percebemos que o problema é mais comum do que pensamos, e que todas nós estamos sujeitas a isso. O problema não é a DPP e sim a ignorância das pessoas em lidar com o problema! Também estou me preparando para ter outro filho. Nenhuma gestação é como a outra! Tudo vai dar certo! Um beijo, Isa

  2. Trintei a 11 dias, rs. Meu filhote está com 3 meses . Começo minha dieta amanhã para eliminar 25kg. Estou muito animada, obrigada por compartilhar sua experiência: só me encorajou mais. Seu blog é muuuiiito legal, uso várias dicas de beleza… Parabéns pela coragem e superação…. sua filha é linda!

    • Oi Camilla!

      Muito obrigada por me escrever e me encorajar! Muito obrigada por ler o blog! Desejo sucesso nessa nova caminhada e que te Deus te abençoe! Vai dar tudo certo! Conte comigo, viu? Abraços, Isabelle

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