INSTAGRAM: @derepentetrintei

Olá pessoal!

Nesse primeiro post do ano, gostaria de desejar um “Feliz Ano Novo” a todos vocês!

Como esta é a primeira resenha do ano, eu quis um livro especial. E o livro em questão é o Persuasão, da autora Jane Austen.

PERSUASAO

A história se passa na Inglaterra do século XIX, exatamente o período em que Jane Austen viveu. Para quem não conhece a autora, ela tem vários romances publicados. Todos são incríveis e inclusive vários deles viraram filmes que são categorizados como romances de época.

Persuasão começa com a família de Anne Elliot tendo que se mudar de Kellynch Hall, uma grande propriedade herdada por seu pai, o baronete Sir Walter Elliot, que, por vaidade e falta de bom senso, gastou mais do que deveria. O plano é eles alugarem a propriedade e irem morar em um lugar menor e mais barato, porém, sem perderem toda a pompa a que estão acostumados. Anne não gosta de Bath, a cidade escolhida por seu pai e sua irmã mais velha, mas a sua opinião nunca é levada em conta no que diz respeito às decisões da família.

Por obra do destino, quem vem a alugar a propriedade de Sir Walter é o almirante Croft, cuja esposa é irmã de Frederick Wentworth, que é nada mais, nada menos, que o grande amor perdido de Anne.

Enquanto passa uma temporada na casa de sua irmã mais nova, Mary, antes de ir a Bath, Anne vislumbra o dia em que voltará a rever o homem que foi apaixonado por ela. Acontece que Anne se deixou persuadir porque na época o jovem não tinha dinheiro nem posição social, e apesar do grande amor que sentia por ele, desmanchou o noivado.

Agora ele está de volta, rico, e cheio de ressentimentos por aquela que lhe partiu o coração.

No princípio, os dois se evitam, até que o reencontro se faz necessário. A partir desse ponto, eles terão que conviver, e levará um tempo até Anne descobrir que as atitudes de Frederick em relação a ela não são indiferentes como ela pensa; que ele está apenas magoado, mas ainda a ama profundamente.

Poderão eles passar por cima do passado e viver esse amor?

Não posso dizer outra coisa a não ser que eu amei esse livro. Apesar de conhecer outras de suas obras, como Emma, Razão e Sensibilidade, e a mais famosa delas, Orgulho e Preconceito, eu nunca havia lido nenhum livro da autora. Tudo o que eu conhecia eram as adaptações mais recentes para o cinema.

Fiquei simplesmente encantada com a escrita da autora. Com sarcasmo, humor afiado e determinação, ela coloca em cheque os defeitos da sociedade da sua época, ao mesmo tempo em que cria protagonistas fortes que são guiadas por seus corações e desafiam as convenções em busca do final feliz. Muitos dos casamentos daquela época eram arranjados, sem amor, enquanto qualidades verdadeiras eram deixadas de lado em prol de bens e nomes. Estou apaixonada e quero ler todos os livros da autora!!!

Trechos:

“Conheceram-se aos poucos e, quando se conheceram, se apaixonaram profundamente. Seria difícil dizer qual viu maior perfeição no outro ou qual foi mais feliz: ela, ao receber sua declaração e seu pedido, ou ele, por vê-los aceitos. Seguiu-se um breve espaço de intensa felicidade, mas apenas breve. Logo surgiram problemas. Sir Walter, ao ser solicitado, sem realmente negar seu consentimento ou dizer que jamais o daria, mostrou toda a sua desaprovação pelo grande espanto […] e lady Russel, embora com orgulho mais moderado e perdoável, considerou-a uma união das mais infelizes.”

“Quase irreconhecível de tão mudada”. Anne aceitou em silêncio a profunda mortificação. Sem dúvida ele estava certo, e ela não podia se vingar, pois ele não estava mudado, pelo menos não para pior. Ela já reconhecera aquilo para si mesma e não podia ter outra opinião sobre o assunto, pensasse ele o que fosse a seu respeito. Não: os anos que haviam destruído a sua juventude e esplendor só haviam dado a ele uma aparência mais brilhante, máscula e espontânea, sem diminuir em nada seu fascínio pessoal. Ela vira o mesmo Frederick Wentworth.”

“[…] os olhares que ora pareciam fugir, ora pareciam cravar-se nela com tanta expressão, tudo, tudo declarava no mínimo que o coração dele estava voltando a ser dela, que a raiva, a mágoa, a repulsa não mais existiam, e que haviam sido substituídas não simplesmente pela amizade e pela consideração, mas pela mesma ternura do passado. Sim, um pouco da ternura do passado. Não conseguia interpretar a mudança de outro modo. Ele a amava, com certeza.”

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here