Olá pessoal!

A resenha de hoje é sobre duas histórias que se entrelaçam.

Anahita era uma jovem indiana com um grande coração e um lindo dom de ajudar as pessoas. Após perder o pai e viver confinada com a mãe num palácio, sendo dama de companhia de uma garota desagradável, ela conheceu uma princesa que rapidamente se tornou sua amiga e não descansou até levá-la para o próprio palácio.

 

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A amizade com a princesa Irina levou Anahita até Londres, onde ela teve a oportunidade de estudar. Desde criança, Anahita havia aprendido a praticar a medicina ayurveda, um costume que passava de geração em geração na sua família. Em Londres, ela aprendeu a profissão de enfermeira e foi voluntária na Primeira Guerra Mundial. Ao final da guerra, ela reencontrou um amigo de infância que conhecera em uma propriedade elegante da Inglaterra. Apesar da mãe desagradável, ele sempre a tratou bem, com respeito. Desse encontro, surge uma paixão que trará as maiores alegrias, e as piores tristezas para a vida de Anahita. Agora, aos cem anos, ela pede ao bisneto, Ari que leia a história que ela escreveu para o filho perdido, que todos acreditam estar morto; que o encontre e descubra o que aconteceu com ele.

Dez anos se passam até que Ari decida cumprir o último desejo da avó. Ele embarca para Londres e começa a ler a história que narra a vida de Anahita desde a infância na Índia, passando pelos tempos belos e difíceis na Inglaterra, até sua volta para a sua terra natal.

Rebeca Bradley é uma atriz famosa de Hollywood que está na Inglaterra para protagonizar um filme de época em uma bela propriedade antiga. Ela também está fugindo dos papparazzi que anseiam em noticiar seu “noivado” com o belo ator Jack Heyward. Uma foto dele a pedindo em casamento no Central Park já está rodando o mundo vinculada à notícia. O único problema é que Rebeca ainda não disse sim. Há tempos seu relacionamento com Jack não anda bem. Filha de uma viciada que faleceu há muito tempo, Rebeca não tolera drogas, e apesar de negar que é dependente, Jack tem se drogado e abusado do álcool cada vez mais. Na última vez em que conversaram, ela havia dito que iria pensar na proposta dele, e agora o mundo todo já está exibindo a notícia.

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Por conta das complicações da vida pública de Rebeca, a produção pede a Anthony, proprietário de Astbury Hall, onde as filmagens ocorrerão, que a deixe ficar na propriedade enquanto o filme é rodado. Anthony aceita e ele e Rebeca se tornam amigos.

Rebeca fica cada vez mais encantada com a propriedade antiga e pacata, mas os segredos daquela casa, mais o mal estar causado por seus dramas pessoais poderão abalar suas estruturas. Ao conhecer Ari, o belo indiano que surge em Astbury Hall para investigar o passado da bisavó, ela decide ajudá-lo, e enquanto descobrem mais sobre o passado da propriedade e das pessoas que ali viveram, eles aprenderão muito sobre si mesmos e o que realmente desejam para o futuro.

Essa história me causou emoções fortes e contrastantes. Fiquei encantada com a jovem Anahita e amei conhecer a Índia através de seus olhos. Sua história de amor, apesar de trágica, é muito bonita, assim como sua conexão com os Deuses. Chorei em vários momentos.

A autora Lucinda Riley seguiu o mesmo estilo de outros livros e cruzou duas histórias de épocas distintas de uma forma muito bela. As histórias do passado geralmente são trágicas e trazem para os dramas do presente a força que as personagens precisam para lidar com seus dramas. Gostei muito de Rebeca, que apesar de ser uma atriz em ascensão, carrega na alma desejos de uma vida simples, de amar e ser amada de verdade. Ambas as histórias me fizeram refletir bastante e compreender que a vida é simples, são as pessoas que complicam tudo. Especialmente as que preferem viver de aparência a serem felizes.

O livro é grande. São cerca de 500 páginas, que podem ser lidas em poucos dias devido à intensidade da narração. Você começa a ler, e não consegue parar até terminar.

Espero que tenham gostado!

Deixem seus comentários sobre o que acharam e nos mandem sugestões de livros que gostariam de ver resenhados aqui no blog.

Um beijão!

Trechos:

“Minha doce Anni, você tem um coração bom, que bate mais alto que cem tablas. Como seu pai, você abomina injustiças e adota a igualdade. Mas tenha cuidado, minha Anni, pois os humanos são complicados e suas almas geralmente tem muitas camadas. Onde você acredita que vai encontrar bondade, talvez encontre o mal também.  E onde você enxerga apensa o mal, talvez haja algo de bom.”

“Claro, naquela noite foi impossível, com em qualquer lugar do mundo, que duas pessoas apaixonadas não desejassem se unir daquele jeito humano especial. Naquele pequeno quarto escuro, a luz suave da praça se infiltrando pelas cortinas, quando Donald gentilmente removeu minha roupa, não senti nenhum indício de culpa. E quando ele beijou meu corpo todo e nos tornamos um, senti que minha fé nos deuses e na humanidade fora restaurada.”

(A rosa da meia-noite – Lucinda Riley)

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