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A resenha de hoje é sobre o segundo livro da série Os Bridgertons, da autora Júlia Quinn. O primeiro livro, O duque e eu, já foi resenhado aqui no blog. A série é grande. Serão oito livros e cada um contará a história de um dos irmãos Bridgertons.

Anthony Bridgerton acredita que irá morrer cedo. O motivo? Seu pai, o homem mais forte e vigoroso que conheceu, faleceu abruptamente, vencido por uma simples abelha, e Anthony não se imagina conseguindo superá-lo de forma alguma.

Após a morte do pai, Anthony precisou amadurecer e virar o chefe da família. Com apenas dezoito anos, assumiu a posição de Visconde, cuidou da mãe e dos irmãos mais jovens, e aproveitou a vida. Teve vários casos com atrizes e cantoras, sem nunca se apegar a ninguém. Agora que está perto de fazer trinta anos, decidiu sossegar e arranjar uma esposa para produzir um herdeiro.

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As condições de Anthony para o casamento são bem simples. Primeiro, a jovem noiva deve ser bonita e adequada para se tornar Viscondessa. Segundo, ela deve ser inteligente, para lhe dar um herdeiro inteligente. E terceiro, ele deve sentir-se atraído por ela, mas não amá-la. Isso porque o amor complica tudo, e ele sabe que será mais difícil partir, quando chegar a sua hora, se tiver um grande amor a perder.

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Decidido a encontrar uma noiva, Anthony escolhe aquela que estão chamando de “O diamante da temporada” nos bailes de Londres. Edwina Sheffield preenche todos os seus requisitos: é linda, delicada, recatada, e ele sabe que nunca irá se apaixonar por ela. Só há um problema com Edwina: ela informou em um evento que não irá se casar sem a aprovação da irmã mais velha, Kate.

Kate Sheffield tem vinte e um anos e já está passando do ponto de se casar. Como sua família não tinha dinheiro o suficiente para bancar várias temporadas em Londres, ela precisou esperar até a irmã fazer dezessete para elas irem juntas. O problema é que Edwina, sua meia-irmã, é tão linda, que a faz invisível para os pretendentes. Kate não tem problemas com isso, nem sente inveja da irmã. Ela tem uma atitude superprotetora porque quer o melhor para Edwina. E definitivamente, Anthony Bridgerton não é o melhor.  Ele é chamado de libertino e ela acredita piamente em sua má reputação.

Desde o primeiro momento, saem faíscas entre Kate e Anthony. Ela pisa no pé dele durante uma dança enquanto ele a provoca. Nos encontros seguintes, enquanto tenta cortejar Edwina, Anthony sempre se vê provocando Kate, que o desafia e irrita como ninguém jamais o irritou. Ele não sabe porque a provoca tanto e é desagradável com ela, uma vez que, tendo o desejo de cortejar a sua irmã, o passo ideal seria agradá-la, e não o contrário. Mas ele não pode evitar. Kate mexe com algo dentro dele, e logo ele não consegue mais deixar de pensar nela.

Kate deseja o melhor para a sua irmã, e apesar de saber que Anthony não é o noivo ideal para Edwina, ou para ela própria, não consegue deixar de pensar nele. Se ele está no mesmo cômodo, ainda que não olhe, ela sente a sua presença. E quando ele a beija, provoca uma reação em seu corpo que ela nunca sentiu antes.

Até quando Anthony e Kate resistirão ao amor que sentem?

Amei esse livro. Ele mostrou um Anthony imperfeito e cheio de neuras. O típico macho-alfa, forte e imponente, mas que no fundo é cheio de fragilidades. Quanto à Kate, ela mostra que, apesar de todas as regras a que as moças eram impostas naquela época, existiam jovens inteligentes, capazes de expressar suas opiniões sem medo, e de lutar pelo que desejavam. Mulheres que faziam homens como Anthony, curvar-se por elas.

Trecho:

“Ele pretendia assustá-la, apavorá-la, fazê-la compreender que jamais poderia intrometer-se nos assuntos dele e sair vitoriosa, mas, em vez disso… Ele a beijou.

Sua intenção era intimidá-la, por isso ele se aproximou cada vez mais até que ela, inocente, ficasse com medo dele. Certamente ela não sabia o que era ter um homem tão perto que o calor do corpo dele penetrasse em suas roupas, tão perto que fosse impossível dizer onde terminava a respiração dele e começava a dela.

Kate não reconheceria as primeiras centelhas do desejo nem entenderia o calor que atingira seu âmago devagar.

E esse calor estava lá. Ele podia perceber pela expressão dela.”

(O Visconde que me amava – Julia Quinn)

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