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Olá pessoal!

A resenha de hoje é sobre o maior sucesso da autora Sophie Kinsella, o livro Os delírios de consumo de Becky Bloom. Ele faz parte de uma série de livros que contam a vida de Rebecca Bloomwood, uma jornalista de finanças que vive endividada.

RESENHA

Em Os delírios de consumo de Becky Bloom somos apresentados à Rebecca Bloomwood, uma viciada em compras que trabalha para uma revista financeira, mas não consegue cuidar das próprias finanças. Ela até tenta, mas acaba sempre ignorando a voz da razão e se endividando ainda mais. Suas táticas para se livrar das dívidas são irreais, e é divertido ver como ela realmente acredita que vai resolver a situação ganhando na loteria, arranjando um trabalho extra fazendo molduras em casa, seguindo os ensinamentos de um livro de algum guru das finanças ou se casando com um milionário qualquer por quem não sente atração.

No meio de suas trapalhadas, Rebecca se aproxima de Luke, um RP bonito e inteligente do mundo das finanças. Os dois se entendem, se desentendem, e fica cada vez mais difícil para nossa mocinha gastadeira ignorar o sentimento crescente por esse homem que parece arrogante, mas pode ser bem agradável quando quer.

A vida de Becky finalmente começa a mudar quando ela descobre que seus vizinhos amáveis foram enganados pelo banco onde investiram seu dinheiro, e que por isso não ganharão uma bonificação de 20 mil libras que teriam direito. Ela, que nunca se interessou de verdade pelo mundo das finanças, decide ir a luta e publica a história em um jornal de grande circulação. A matéria choca o mercado financeiro e acaba por levá-la a um programa de TV, onde terá que debater sobre o problema com ninguém menos que Luke, que representa a instituição.

Será o fim, ou o início de uma virada na vida de Becky Bloom?

Gostei muito do livro. Becky Bloom é a personagem mais louca que conheci em anos de leitura, e mesmo assim, ela é muito real e carrega em seus problemas um pouco da mulher moderna. Afinal, que atire a primeira pedra aquela que nunca comprou algo de que gostava apenas para levantar a autoestima, mesmo estando em uma fase de contenção de despesas. Becky Bloom no fundo se sente um fracasso: burra, endividada e idiota. Ela teme que as pessoas vejam suas fragilidades e deseja tanto mostrar que é madura e responsável, que acaba entrando em uma cadeia de mentiras e se enrolando cada vez mais.

O filme do livro foi lançado a alguns anos e é muito bom, porém, eles mudaram bastante a história original. Para vocês terem uma ideia, no filme, Becky Bloom sonha em escrever para uma revista de moda, e acaba tendo que escrever uma coluna financeira no jornal onde Luke foi contratado como editor-chefe. Ela trabalha para ele. No livro, ambos são do ramo de finanças, mas atuam em áreas um pouco diferentes e se estranham bastante até se acertarem.

Apesar das diferenças, recomendo os dois: livro e filme. A versão cinematográfica traz a bela Isla Ficher (Três vezes amor) no papel de Becky Bloom, e Hugh Dancy (Uma garota encantada) como Luke Brandon. Estou doida para ler os outros livros da série e descobrir o que a maluca da Rebecca ainda vai aprontar.

A autora, que também é autora dos livros Fiquei com seu número e Lua de Mel, resenhados aqui, além de outros, estará no Brasil no próximo mês, na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro.

Espero que tenham gostado. Se já conhecem a história deixem nos comentários. Bjs!

Trecho:

“Cara Rebecca – diz o cartão – Foi bom encontrá-la naquela noite e espero que tenha tido uma       noite agradável. Agora percebo que nunca lhe agradeci pelo imediato pagamento de meu empréstimo. Apreciei muito. Com os melhores votos e, claro, o mais profundo pesar pela perda de sua tia Ermintrude. (Se serve como consolo, não posso imaginar aquela echarpe em qualquer outra pessoa além de você.)

Luke”

”  Faço um gesto confiante de varredura com meu braço e, nessa hora, meu olhar abrange todo o estúdio. E… Ah meu Deus, é ele.

    Não é alucinação.

    É ele mesmo. Em pé no canto do estúdio, usando um crachá de segurança e bebendo alguma coisa numa xícara de plástico como se pertencesse a este lugar. Derek Smeath está em pé aqui nos estúdios do Morning Coffee, a dez metros de mim.

    Derek Smeath do Endwich Bank.

    Mas não… não pode ser.

    Mas é. E Derek Smeath. Não compreendo. O que está fazendo aqui?

    Ah, Deus, e agora ele está olhando diretamente para mim.

    Meu coração começa a bater acelerado, e eu engulo em seco, procurando manter meu controle.”

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