Olá  Balzacas!

Como prometido na última semana, a resenha de hoje é sobre o livro “Para onde ela foi”, nada mais, nada menos, que a continuação de “Se eu ficar”. A diferença é que desta vez a história é contada na voz de Adam, o mocinho da história.

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Três anos se passaram após o terrível acidente de Mia. Ao pedir a ela com todo o seu coração que ficasse, ainda que em troca tivesse que perdê-la, Adam sentenciou o seu destino. Mia sobreviveu, mas as marcas daquele dia ficaram incrustadas em sua alma, de forma que ela não conseguiu permanecer na cidade onde perdera quase tudo, nem com a pessoa que mais amava.

 

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Quando Mia foi para a Juilliard estudar música, ela aos poucos riscou Adam de sua vida. Arrasado, ele sofreu, mas encontrou inspiração na dor e voltou a compor suas músicas e a tocar com a Shooting Star, sua banda. Agora, tanto ele quanto Mia são famosos. Eles não mantém mais contato e levam vidas parecidas e ao mesmo tempo diferentes. Ela é uma talentosa musicista clássica enquanto ele é um astro do rock. Ela mora em Nova Iorque enquanto ele divide uma casa com a namorada, uma atriz famosa, em Los Angeles.

É fato o que uma carreira meteórica pode fazer com uma pessoa jovem e despreparada. Adam sofre com o assédio da mídia oportunista, dos compromissos infindáveis que tem mais a ver com imagem do que com música, e com o vazio que traz em seu peito. Seu relacionamento é aparentemente estável, mas além da dificuldade de ficarem juntos devido às suas agendas lotadas, Bryn é uma celebridade preocupada com a carreira em primeiro lugar e ligeiramente fútil, ao passo que Adam é reservado e indisponível emocionalmente.

Entre um compromisso e outro, enquanto espera pelo início de uma longa turnê e tenta não surtar com o fato de estar perdendo o controle, Adam se encontra em Nova Iorque. Após uma entrevista desastrosa para uma repórter sensacionalista que desencava o nome de Mia do passado e tenta validar se os dois tiveram ou não um romance, Adam tira o dia de folga e sai sozinho para espairecer. Um cartaz enorme com o rosto de Mia anuncia que ela fará uma apresentação naquela noite, e impulsionado pela vontade de vê-la, Adam compra um ingresso e a assiste tocar lindamente de um lugar afastado. Seu plano é apenas ouvi-la tocar por algum tempo, dar as costas e partir, mas ao término da apresentação ele fica sabendo que ela o descobriu e que deseja vê-lo.

Será um encontro que abrirá antigas feridas, memórias, e um amor reprimido pelo destino, porém, impossível de ser esquecido.

 

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Essa história também possui uma boa dose de drama, porque o sofrimento de Adam chega a ser palpável. No primeiro livro, acompanhamos a dor de Mia ao sofrer um acidente, perder os pais, e ainda ter que decidir se irá ficar ou partir. Em Para onde ela foi, descobrimos que Adam também perdeu muito naquele acidente, pois além de perder os familiares de Mia, de quem era muito próximo devido ao namoro dos dois, ele também a perdeu, e, com isso, ficou sem chão. Parece aquele tipo de situação onde a vítima se pergunta o que fez de errado para merecer aquele castigo. Nem o sucesso, a fama, o dinheiro ou a namorada famosa, puderam completar o buraco que Mia deixou em seu coração.

O tempo todo torci para que Adam e Mia se acertassem, pois estava claro que somente assim eles seriam felizes. Recomendo o livro a todos que torcem para o amor prevalecer acima de tudo.

Trechos:

“Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos – não em milhas, não em continentes, não em anos -, e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado.”

“Mas eu faria de novo. Faria aquela promessa milhares de vezes e a perderia milhares de vezes para tê-la ouvido tocar a noite passada ou vê-la esta manhã à luz do sol. Ou mesmo sem isso. Só para saber que ela estava em algum lugar aí fora. Viva.”

 

(Para onde ela foi – Gayle Forman)

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