Ladies and gentleman, ouvi essa expressão recentemente… Os trinta são os novos vinte. Estava comentando sobre sempre ter ouvido: “-Nossa como você é novinha!” e agora ouço “-Nossa, como você está bem para 32” (oh My God!) quando ouvi a réplica que intitula este texto.


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Parei para pensar. Tenho muitas amigas em pleno conflito. “Ainda” solteiras, pensando no deadline para maternidade, tentando se adequar às complexas trincheiras masculinas (afinal, o que eles querem e, melhor ainda, quando querem?)… Elas chegam a invejar o fato de eu ter tido uma gravidez precoce, aos 19, e não precisar mais me preocupar com isso. Foi realmente um parto – apesar de totalmente enriquecedor – amadurecer e criar uma criança ao mesmo tempo, se elas soubessem…
Por outro lado, pensei no quanto eu, aproveitando a solteirice momentânea (porque Deus é pai e o príncipe um dia chega!) ainda me divirto indo a um pub, saindo para dançar e o quanto acho inadequado e absurdo um senhor de cabelos brancos me assediar. Pelo jeito, ainda resta muito de vinte aqui sim.
É um paradoxo.
Sei que o cenário que descrevo é verdade para apenas uma parte da população, mas é uma parte que se vê minoria e quero aqui dizer que a história não é bem essa. A ansiedade aumenta quando achamos que o problema está em como fizemos as nossas escolhas, que reside no individual. É parcialmente verdade. Temos a nossa parte a fazer e temos os interlocutores atuais.
Hello! A gente passa por um momento de transição, homens que se descobriram com certos superpoderes (mudar de relação incontáveis vezes, ter a opção de não ter qualquer uma e ao mesmo tempo muitas e continuar tendo sucesso em todas as outras áreas, independentemente da escolha), mulheres que agem de forma muito semelhante e que são bem-sucedidas, inteligentes, bonitas… E nós no meio de tudo isso. Como é que a gente coloca o tal projeto de casar e ser feliz para sempre? Enquanto focamos em carreira, quando todo mundo se assusta com coisas definitivas (todo mundo quer ter todas as opções em aberto! E você se inclui nisso sim) e parecer carente é um pecado mortal?
Vejam, não tenho receita de sucesso não. Ainda não encontrei o tal moço do “para sempre”. Entretanto, continuo apostando na verdade. Tem afastado muito mais pessoas que não se encaixam no que pretendo e trazido pelo menos experiências mais bacanas para minha vida. Dizer o que se busca, mostrar quem você é, apresentar aspectos da sua vida dos quais não abre mão faz muito mais sentido do que tentar cantar vitória mostrando o que você acha que o outro quer ver. Só vai funcionar se compartilharem visão de vida e futuro. Então, o batido “seja você” é regra de ouro.
O que vejo de gente falando o que não pensa, contando viagens incríveis e dias cinematográficos, falando de lugares da moda e etc e tal, ou querendo parecer mais politizado do que deveria, mais culto do que a Academia Brasileira de Letras, é só Jesus na causa! É um caso sério! Política do resultado. Você só é legal se preencher o checklist? E quando você acha que preenche e não consegue aquela aceitação que deseja, vai morrer frustrado?? Gente vazia não encanta. Vamos focar no que faz rir. No que faz o coração pulsar. Nada de errado em escolher o assunto que gosta de falar, tem que ter mesmo, mas fale também de você. Do que sente. De como se relaciona com o mundo. De como é a sua lente. Isso mostra quem você é e dá a chance de quem é parecido com você se sentir confortável e chegar mais perto. Se não encontrar um namorado/namorada, vai encontrar alguns amigos!
Vamos também analisar: quantos casais conhecemos verdadeiramente felizes? Aqueles que admiramos? São poucos, meus queridos e queridas! Do mesmo jeito, digo: quantas mulheres que se dizem “felizes solteiras” realmente o são? Também conheço poucos casos. Pessoal, mais sinceridade. Se os dois casos acima se assumissem mais e fizessem algo a respeito, seria mais fácil.
E quando digo sinceridade, é consigo próprio. Não estou falando “sincericídio”, tá? Não é sair estampando no facebook ou dizendo para qualquer um, sem crivo nenhum, aquilo que há tempos está guardado. É se posicionar de acordo com o que se quer. E agir conforme. Difícil saber o que se quer? Começar por excluir o que não se quer pode ser um exercício bom. Vamos à luta?
Beijo grande!

14 COMENTÁRIOS

  1. Adorei o texto e me identifiquei totalmente. E acho que sou uma das poucas “solteiras felizes”, totalmente o contrário dos meus 20 anos, que eu chorava por não estar namorando, por me sentir carente.
    Acho que mantemos a mesma essência, mas a maturidade faz com que vejamos as coisas de uma outra forma, de uma forma mais leve e mais alegre.
    Ainda quero encontrar um cara legal, mas estou feliz hoje, amando a mim mesma e curtindo coisas que não conseguiria, se estivesse casada.
    Acho que “os 30” é aquela fase que vc olha pro espelho e diz: “Chega! Quero ser feliz. Eu mereço isso! Não importa como.”
    Beijos!

  2. Acho ótimo ver que tem mulheres como eu na faixa dos 30, tenho 34, que ainda não casaram, não tem filhos e se sentem bem, me sinto ótima, meu “para sempre” ainda não chegou e não me sinto desesperada para que chegue logo, estou melhor do que quando tinha 20.

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