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Você tem medo de quê? Minha filha, já tão pequenininha, tem muito medo de lagartixa (aquele bichinho branco de parede, sabe?). Eu sempre tive medo de perder pessoas que amo na minha vida, de perder a saúde, de não conquistar meus objetivos. Pessoas adultas que são “dominadas” pelo medo, na verdade, não atingiram a maturidade emocional. As emoções são geradas e desenvolvidas em nossos lares de origem: é ali que nossas raízes são supridas para podermos crescer saudáveis (ou não), seguras de nós mesmas e aptas a encararmos o “mundo”, e com ele todo tipo de sentimento… incluindo as terríveis “frustrações”!

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Pessoas dominadas pelo medo dificilmente alçarão o vôo das suas realizações: profissional, sentimental, emocional, interpessoal…

A palavra medo no grego é “fobos”, dela vem a palavra fobia, e a palavra fobia significa “fuga”. Quando sentimos medo tendemos a fugir das nossas responsabilidades e até das nossas habilidades. Por esse motivo muitas pessoas fogem para os seus esconderijos emocionais, para seus casulos, para seus comportamentos distantes. Balzacas: o meu maior medo não é o medo da morte, nem de ficar doente! O meu maior medo e, creio eu, da maioria das pessoas, é o medo de não ser aceita! O medo de não agradarmos as pessoas, de não sermos valorizadas! Muitas pessoas se escondem, se fecham, porque os relacionamentos as expõem, mostrando quem elas realmente são. A moeda que move o mundo não é o euro, ou o dólar: a moeda que move o mundo é o amor. As pessoas farão tudo, nem que seja uma confusão, para alguém olhar para elas, porque o ser humano não suporta a indiferença. É preferível um casamento entre tapas e beijos do que a indiferença! Nós não suportamos tal sentimento.

Pois o contrário do amor não é o ódio… é a indiferença! Se o ódio tivesse cor, ele seria vermelho, sangrento, malévolo. Já a indiferença? Ah… a indiferença é transparente, cor da água, cor do nada… Quando se oferece esse tipo de sentimento a alguém, essa atitude é pior do que tentar matar outra pessoa: pois seria o mesmo que ela já estivesse morta! Responder? Quem? Pra quê?

É preciso muito autonomia, muita dignidade e senso de valor próprio para poder lidar com a indiferença de uma pessoa, principalmente quando ela faz, ou pelo menos fez parte da sua vida! Pessoas que distribuem a indiferença, sabendo o que fazem, têm licença para matar emocionalmente… Mas observe: aquilo que não te mata, te faz forte!

Então você levanta, olha-se no espelho e percebe que o príncipe era sapo (porque príncipes de verdade não agem daquela forma), que a carruagem virou abóbora (era no carro dele que você passeava), e que você merece muito mais do que aquilo que ele te oferecia! Ah, coitada: você fez confusão por tão pouco, acreditou num discurso tão mal feito e percebeu que seu problema não era aceitar a indiferença dele: o seu problema foi carência minha filha!

Que tal deletar esse número infernal do seu celular e entender de uma vez por todas que amar faz bem… por todos os dias de sua vida, e não mal? E que se não foi dessa vez: aquieta teu coração e espera! Antes só, feliz e bonita… do que triste, estressada e muito mal acompanhada!

Um beijo!

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