INSTAGRAM: @derepentetrintei

Você acredita em amor a primeira vista? Ou melhor: será que o “o amor” pode ser encontrado? É interessante como o título de um filme me levou a pensar num assunto cada vez mais abstrato nos dias atuais: convenhamos que “o amor” anda sumido das prateleiras por aí! Ah… o amor! Esse sentimento “coisificado”,  tão desejado e que não pode ser adquirido com o seu Mastercard! O amor, esse “traiçoeiro”, que tem levado milhões de pessoas aos divãs dos terapeutas; ah amor… você se tornou tão escasso na sociedade, que centenas de milhares de pessoas lindas, bem sucedidas e aparentemente perfeitas se encontram degradadas em suas essências! Amor, amor… onde anda você?

AMOR

Amor você tem sido procurado nos bares, nas boates… nos momentos de fracasso temos a certeza de que um amor novinho em folha cairia muito bem obrigada! Um amor de cinema seria a solução perfeita para o final de semana que se aproxima, afinal  de contas a semana tem sido dura, o trabalho não está nada fácil e confesso que estou um pouco triste! E quando chega a sexta a noite você torce para o telefone tocar… trim… trim… e ser aquele amor, aquela pessoa perfeita, que em alguns minutos poderá mudar sua vida para sempre!

Amor não é solução dos problemas: aliás o amor da sua vida costuma surgir exatamente no momento em que você não o procura: você conhece alguma história do tipo? Amor não é remédio! Amor não é vitamina! Amor não é quebra galho! O amor surge nos momentos de lucidez, de luta, de paciência: quando você está bem com você mesmo e consegue transmitir o mesmo para outra pessoa. Administrar seus conflitos e superar suas dores é um bom começo para abrir caminho para o amor passar! Aceitar o seus erros de cabeça erguida, recomeçar tudo de novo e entender que tudo isso faz parte da vida é farol brilhando para o amor da sua vida! Se você não se aceita, e não se perdoa… você não fará isso com seu “amor”! Amor arisco: espere-me que estou chegando!

Amor… estou chegando! Você não é minha solução! Você é minha recompensa! De fato, quando trazemos para nossa conta toda a responsabilidade de nossa felicidade, nossos relacionamentos se tornam mais leves. As pessoas não encaram seus dramas e acabam se maquiando, procurando do lado de fora a solução para seus conflitos interiores: e o coitado do amor muitas vezes paga a conta! A pessoas malham demais, bebem demais, fumam demais, compram demais, “amam” demais… As pessoas estão tão doentes que estão se tornando incapazes de se relacionarem! Não é o amor que se esvaiu mas sim a incapacidade das pessoas de relacionarem! A frustração é a companheira universal dos desconectados da alma e observe: ao lado de uma pessoa frustrada emocionalmente sempre existe um excesso praticado! Voilá! A falta de um suprindo o excesso do outro! Encaremos nossos dramas interiores antes que fiquemos a nos perguntar…. “e se”….

Um beijo,

Isabelle

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here